domingo, 7 de junho de 2009

A Ocupação
















Algumas fotos da instalação do Dulcinéia Catadora na Casa das Rosas.

ANDRÉ CARNEIRO!


Podem acreditar: lançaremos Só Dedos, de André Carneiro! Será dia 18, na Casa das Rosas. Haverá uma mesa sobre Literatura e práticas de ação cultural e em seguida, o lançamento.

E... é muito provável que ele venha para Sampa. Escritor, cineasta, fotógrafo, André é de uma
genialidade ímpar, um amigo muito querido nosso. Imperdível.

sábado, 6 de junho de 2009

Vovó Tati, a estrelíssima


Tatiana Belinky vive em São Paulo, mora em uma rua tranqüila. Ao chegar, toco a campainha. Pelo interfone, ela atende. Abre o portão. Manda-me entrar.
Ansiedade. Ando em direção à porta de entrada daquela casa enquanto me vêm memórias de infância. Dá licença, espiei: conhecer Tatiana, aquela autora que com suas histórias e adaptações povoara a nossa mente de personagens e aventuras, foi algo inesperado para mim. Entrei como uma garotinha de dez anos, meio encolhida.
A vovó Tati é querida por todos, adultos, crianças e gatos. É poeta, tradutora e dramaturga; a maior parte de sua obra é infanto-juvenil. Desde 1985, quando começou a escrever, não parou mais, e atualmente, aos 90 anos, reúne mais de cem títulos. E sua imaginação fervilha. Acomodada em sua poltrona na sala de estar, ladeada por uma estante e um apoio onde pode escrever, Tatiana não pára. Conversa animadamente com aqueles que a procuram, lê escritos seus recentes, divertindo-se com sua irreverência. Não gosta de perguntas tolas, para as quais já se têm respostas. Estas, para ela, são desperguntas. E para uma despergunta, nada melhor que uma desresposta.
Assim, brincando com as palavras, ela passa a tarde, driblando a gramática e os incômodos da idade, inventando vocábulos, rindo muito, questionando tudo, desde pequenos gestos humanos até os ensinamentos da Bíblia: para quem a gula não é pecado, porque não faz mal a ninguém, apressa-se a oferecer um bombom dos que mais gosta, com nozes, ou um vinho do porto. E brinda à alegria de pensar e criar, porque a vida, esta passa mesmo, mas a criação fica!

Dia 18 faremos uma homenagem a Tatiana, na programação de Dulcinéia Catadora na Casa das rosas. Ela nos presenteou com dois contos que comporão um livro de histórias para desenhar. Estrelíssima, sem dúvida, é Tatiana.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Domingo, oficina


Dia 7, domingo, a partir das 11 horas, daremos a primeira oficina de pintura de capas na Casa das Rosas. Apareçam, levem filhos, sobrinhos, acho que a criançada tomará conta, mas a oficina está aberta a pessoas de qualquer idade.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Dulcinéia ocupa a Casa das Rosas


Terminamos a montagem da instalação na Casa das Rosas. Título: Ocupação.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Amigos, sempre!


Vejam o comentário de Frederico Barbosa sobre o coletivo, que deverá estar na quarta capa de Musa Cartonera, uma publicação trilíngue sobre as cartoneras (lançamento em outubro, nos EUA):


O projeto Dulcinéia Catadora, em pouco mais de dois anos de existência, já pode ser considerado uma das mais importantes iniciativas socioculturais deste país. Sob a generosa coordenação da artista plástica Lúcia Rosa, o projeto aproxima jovens carentes do universo das artes plásticas e da literatura, propiciando-lhes tanto oportunidades profissionais novas, quanto o acesso a um universo cultural muitas vezes distante de suas realidades. Notável também é o elenco de escritores que o projeto já publicou. Autores como Haroldo de Campos, Manoel de Barros, Alice Ruiz, Lau Siqueira, Glauco Mattoso e Wilson Bueno, entre tantos outros, certamente estão entre os mais significativos escritores do Brasil. Em outras palavras, aproxima o que há de melhor e de mais sofisticado sendo escrito no Brasil de uma parcela da juventude do país que normalmente estaria excluída deste repertório e do universo que o produz. É a arte e a literatura cumprindo como nunca seu papel de agente da inclusão social.


E, para completar, nosso amigo Marcelo Ariel, também autor colaborador, arrasa com esta:


O Coletivo Dulcinéia Catadora está a anos luz do chamado 'mercado editorial' , que definitivamente, não está interessado em Literatura, salvo as pequenas editoras, que por uma questão ideológica , estão próximas do mesmo espírito libertário do Dulcinéia. O escritor português Miguel Torga costumava dizer que os livros deveriam ter cheiro e gosto de terra, pensando nos livros do Dulcinéia acrescento, deveriam ter como estes pequenos livros gosto de terra e a alma das ruas.


É, amigo é coisa pra se guardar, debaixo de sete chaves! bom encontrar gente que compreende tão bem nosso trabalho e nos dá tanta força!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Quinta, no Ponto


Quinta-feira, no Ponto de Leitura OIido, estaremos, Marlon e eu, conversando sobre o Dulcinéia Catadora, o processo de confecção de livros, a seleção de autores, e por aí vai. Às 18:00!