sábado, 4 de julho de 2009

Mais fotos

E amigos também registraram esse último evento, enquanto eu apresentava Lucas, integrante do coletivo.
Aí está Flávio Viegas Amoreira, clicado por Paulo Pessoa, lendo "Pedro e Hipólito", livre leitura de Racine, de seu livro Oceano Cais, que empolgou a todos.
Um trecho para conferir:
a palavra é algo que se fez possibilidade de incerteza:
em transe duvidoso o poema ejacula para bendito fruto dum ventre dadivoso
linguagem prenhe. sustenho minha palavra: sou poeta
por ser Héracles ajudado por Atena: ser poeta é
sustentar o Céu com sabedoria: contém-se voraz
trombeteiro
tenho bóias ao meu duplo
experimento o naufrágio
somos dois a derivar
estremecemos ao cais natural
tenho saudade de ti noutro flanco da abóbada: mundo a nado
te alcanço na próxima falha morfológica: o Tempo voa
algo diz que não sei o que procuro
digresso: acolho-me nesse desvio
toda distância aparenta
somos rastro da Mãe-molécula. sou extinto: onde mar e terra abraço e campeio. trato a galope significados:
correndo dou fôlego aos cascos. se conheço somos luz ao estardalhaço. vou prá fora encontrar a necessidade
que não tem morada.
aninho e reparto: cada resposta é a perda de
qualquer jeito
não acolho
refaço."

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Último evento da programação na Casa das Rosas

Muito animado o evento que encerrou nossa programação na Casa das Rosas. Marcelo Ariel autografou O Céu no Fundo do Mar, belíssimo livro. O segundo dele para o nosso "catálogo". Me Enterrem com a Minha AR15 foi lançado em 2007.

Confira o poema que deu nome ao livro, escrito em parceria com Mariana Ianelli:

recolhe a tua vida secreta
como a concha devolve à água
nosso silêncio
e o ar: esse quase-onisciente cão da alma
conduz a palavra até a árvore
que a sonha...

assim o nosso canto
surdo aos obreiros do ruído,
alvorada sobre o pó
de setenta e sete mil,
a essência
vizinha da
querubínica voz
que nos convida
a esquecer
o futuro
para viver
o começo,
esquecer o presente
para viver o instante,
esquecer o passado
para viver
o retorno,
a esquecer nosso próprio nome
para ser
a humilde totalidade
que havia antes -

recolhe a tua vida secreta
como a concha devolve à água
nosso silêncio
e o ar: esse quase-onisciente cão da alma
conduz a palavra até a árvore
que a sonha...

assim nosso canto
atravessará este futuro & obscuro
céu no fundo do mar
para celebrar
teu segundo nascimento



E o Kolombolo deixou todos vibrando ao ritmo de samba. Mário Leite cantou samba de sua autoria:
Chuva pra dedéu
Nuvens se aglomeram lá no céu
Ai meu Deus as negras nuvens
Trazem chuva pra dedéu

Estou pensando na trabalheira
Que vai ter a minha gente
Quando as águas dessas nuvens
Caírem abundantemente
E se a chuva for passageira
Mesmo assim infelizmente
Para os nossos desenganos
Na cidade tem enchente


E assim foi esse evento, abraçando a canção popular, os poemas da mais alta qualidade de um de nossos colaboradores mais queridos, a participação de autores colaboradores que fizeram leitura de poemas, como Flávio Viegas Amoreira, que acabou encantando a todos, Felipe Steffani, Carlos Rosa, Renan Andrade Holanda, Ubirajara Rosa, do Kolombolo, e de Lucas, integrante do coletivo, que se aventurou a encarar o microfone. Salve!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Kolombolo e Ariel, HOJE!!!!!!!

Relembrando:
hoje, dia 2 de julho, na Casa das Rosas,
a partir das 19 horas, lançamento:


Marcelo Ariel
O Céu no Fundo do Mar


e


Kolombolo


Samba Paulista

e + leituras de autores colaboradores do coletivo

e + SAMBA pra comemorar dois anos de Dulcinéia Catadora!!!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Matéria na Fórum


gente, está demais a reportagem feita sobre Dulcinéia e Eloísa, publicada pela revista Fórum.


Quem não conseguir esperar para comprar nas bancas, pode entrar e se deliciar.




A matéria é de Ana, jornalista que acabou querida colaboradora nossa, já vestiu a capa de papelão e participou de intervenção no Parque D. Pedro. Só pra relembrar, olha essa foto dela aí, em plena atividade!!!

Bj pra você!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Depois da ocupação, intervenção...











E não desmontamos a "ocupação", instalação feita na Casa das Rosas: transportamos a instalação para a praça Osvaldo Cruz.



Sem essa intervenção urbana, nosso trabalho não estava terminado. Com ela, o papelão voltou para as ruas, o lugar de onde foi catado. E tivemos a ajuda de um catador, ou melhor, ex-catador, agora morador de rua que só cata latinha porque a carroça, o Kassab levou embora. É isso mesmo, levou embora!!!!!!!!!!!!!



Essas são apenas as primeiras fotos. Tiramos muitas, muitas.



E à noite voltamos. E algumas caixas estavam em outro canto da praça, servindo a um morador de rua, que as remontou para poder dormir lá.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Lançamentos, dia 2


Pessoal, vamos lá, lançamento do Ariel, O Céu no Fundo do Mar e do Kolombolo, Samba Paulista, dia 2 de julho, nesta quinta.
Estão todos convidados para se apresentarem e no final, o Kolombolo tocará algumas músicas. Samba paulista, rasgado. Vamos comemorar dois anos de atividades de Dulcinéia Catadora e encerrar nossa programação na Casa das Rosas. Compareçam!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Felipe Stefani e Renan A. Holanda

E Tânia Rego não parou de clicar o pessoal no lançamento dos livros O Corpo Possível e Minialturas. Dar câmera na mão de fotógrafa é isso que dá... A Tânia é nossa querida, e sempre que pode está junto com o coletivo.
O pessoal foi conferir a ocupação em papelão, em sala na Casa das Rosas.

Olha só o Lucas clicado na nossa "ocupação" na Casa das Rosas. Ao fundo, uma frase que fala das diferenças: Picasso, o seu Azul é diferente do meu, do Israel de Abreu.


Autógrafos, muitos amigos compareceram ao lançamento de Felipe e Renan. Jovens poetas que agora entram para o nosso "catálogo".